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terça-feira, 16 de julho de 2013

O Flamengo e a Despedida de Zico

O Flamengo dos anos 90 ; Adeus Zico !

Na despedida do homem que encantou o mundo pelo futebol rubro-negro, nada mais justo do que enfrentar o que havia de melhor neste planeta.

Zico subiu as escadas que dão acesso ao gramado do Templo do Futebol às 21h25. Surpreendendo a todos, partiu do vestiário destinado aos árbitros, no lado oposto ao dos times. Todos os atletas estavam perfilados. O estádio ficou à meia luz e um show de raio laser cruzou o campo projetando desenhos na arquibancada, de onde a torcida acenava com 40 mil lenços brancos.

Era a sua última vez no Maraca como jogador do Flamengo. Um dia especial para os torcedores, para o próprio Galinho e para todos os amantes do futebol, mesmo os não-flamenguistas. Em um amistoso entre o time da Gávea e grandes estrelas internacionais, o Camisa 10 realizou sua despedida do futebol brasileiro, diante do Maior do Mundo lotado. O resultado de (2x2) foi o que menos importou.

Zico se Despede do Futebol; Deixou saudades...

A despedida de Zico não poderia ser uma partida comum. O jogo foi dividido em dois. Nos primeiros 45 minutos, uma homenagem ao Flamengo que conquistou o mundo, desde a formação do time ao uniforme branco, o mesmo que foi usado no título em Tóquio. 

O time de 1981, comandado por Paulo César Carpeggiani, jogou desfalcado dos zagueiros Figueiredo, que faleceu num acidente, e Mozer, que não pôde comparecer. Do outro lado estava um combinado de estrelas do futebol mundial.

O Maior de todos os Rubro-Negros !

FICHA TÉCNICA:

C.R. Flamengo 2 x 2 World Cup Masters
Amistoso de Despedida do Zico

Data: 06/02/1990
Local: Maracanã - Rio de Janeiro
Árbitros: Wilson Carlos dos Santos, Jorge Emiliano e Arnaldo Cezar Coelho
Público: 89.622 espectadores
Renda: NCZ$ 3.958,600,00

Gols: Fernando (FLA) - 8'/2ºT, Cláudio Adão (WCM) - 12'/2ºT, Tarantini (WCM) - 34'/2ºT e Leonardo (FLA) - 35'/2ºT.

Flamengo de 1990: Zé Carlos, Leandro (Júnior Baiano), Fernando, Júnior (Luís Carlos), Leonardo, Renato, Edu, Aílton, Zico, Bujica e Zinho.

World Cup Masters 2: Taffarel, Gerets, Camacho, Edinho e Tarantini; Madjer, Hansi Muller e Mário Kempes; Messey, Claudio Adão e Bebeto. Técnicos: Sebastião Lazaroni, Telê Santana, Edu Coimbra e Carlos Alberto Torres.




segunda-feira, 24 de junho de 2013

Carlinhos "Violino" presenteia Zico em sua Despedida - Ano de 1969

Violino presenteia Zico

Na despedida de Carlinhos, o "Violino", dos gramados, em 1969, um gesto ficaria para a história: ele entrega suas chuteiras ao então juvenil Arthur Antunes Coimbra, o Zico.

Vinte anos depois, o gesto se repetiria: em sua despedida do Flamengo, o Galinho entregaria as chuteiras à Pintinho, então revelação do rubro-negro.

No decorrer do jogo, Zico saiu para dar entrada a Marcelinho Carioca, que também iniciava sua carreira.


domingo, 23 de junho de 2013

Sócrates e o amigo Zico, em um Fla-Flu de 1986

Craques do Flamengo

O Galinho marcou três gols neste jogo, que foi vencido pelo Flamengo por (4x1) e aconteceu no dia 16 de fevereiro de 1986, no Maracanã. Companheiros de Seleção, formaram o meio de campo na Copa de 1982 que para muitos, foi a melhor Seleção de todos os tempos.

60 Anos de Zico - Março de 2013

Zico: Sinônimo de Maraca

Parabéns Zico, pelos seus 60 anos. Que suas jogadas e dribles continuem estimulando novos craques do futebol mundial. Que as próximas gerações se inspirem no seu futebol para que tragam esperança para o nosso país. Muito obrigado por trazer alegrias para a torcida brasileira!

"Basta uma lágrima de amor para imortalizar o futebol de um super craque. Cantemos, Maracanã, teu filho ilustre, relembrando em comunhão os dribles mais vistosos, os passes mais ditosos, os gols mais luminosos desse fidalgo dos estádios que tem uma vida cheia de multidões. Louvemos o poeta Zico que jogava como se a bola fosse uma rosa entreaberta a seus pés".

Armando Nogueira


domingo, 14 de outubro de 2012

Campeonato Carioca - 1989 - Botafogo 1x0 Flamengo

Maurício marca aos 12 do Segundo Tempo
Há exatos 20 anos, em 21 de junho de 1989, acabava um período de duas décadas sem que os alvinegros pudessem comemorar um título importante. Com o gol histórico de Maurício, com o número 7 eternizado por Garrincha às costas, o Botafogo derrotava o Flamengo em uma noite de quarta-feira no Maracanã e conquista o título carioca de 89

O clube passou em branco nos anos 70. Mas o acalentado sonho se concretizou antes que os anos 80 terminassem. Com Josimar na lateral direita, Mauro Galvão e Wilson Gottardo formando uma das melhores duplas de zagas da história do clube (a melhor para Gottardo), Carlos Alberto Santos no meio-campo e Maurício e Paulinho Criciúma na frente, todos comandados por Valdir Espinosa, o Alvinegro fez uma campanha irrepreensível, sem uma derrota sequer em 24 partidas (15 vitórias e nove empates). 

O primeiro jogo da decisão terminou (0x0). Uma vitória na segunda partida garantia a conquista tão esperada. E o triunfo ocorreu graças a uma jogada aos 12 minutos da etapa final. Mazolinha recebeu de Luizinho, arrancou pela esquerda e cruzou para a área. Maurício deu um ‘empurrãozinho’ em Leonardo e completou de primeira para a rede, sem defesa para Zé Carlos.
Maurício coloca fim ao jejum de Títulos do Fogão



Mundial Interclubes de 1981 - Flamengo 3x0 Liverpool

Festa Rubro-negra no Japão
“Depoimento de Tita”

“Aquele foi o melhor time que já vi jogar, disparado. Era fora de série. É só pegar os números. Foi um trabalho iniciado em 1977 e que ganhou três Brasileiros, quatro Cariocas, uma Libertadores e um Mundial. Foram cinco anos de processo até chegar ao jogo contra o Liverpool. A maioria dos jogadores era formada no Flamengo, o que cria uma identidade. Tínhamos jogado a final da Libertadores 20 dias antes, mas a qualidade do time era tanta, que isso não foi problema. Ganhamos três campeonatos em um mês: Libertadores, Carioca e Mundial. 

O Liverpool tinha um timaço e só valorizou a nossa vitória. Era o principal representante da Europa, e o Flamengo deu um baile. A vitória por (3x0) logo no primeiro tempo reflete essa superioridade. No segundo tempo, continuamos dominando e criamos mais chances. O Adílio teve uma oportunidade, eu também. Daquela equipe, só o Lico não passou pela seleção brasileira. Fazia muito frio no Japão, por volta de dois graus, e os ingleses estavam mais acostumados ao clima. Chegaram ao estádio de terno e gravata ou sobretudo, enquanto nós havíamos chegado de macacão, chinelo, tocando pagode. 

Eles viram aquilo e acharam que iriam ganhar facilmente. Na hora da entrega da taça, o Raul me disse: ‘Tita, aproveita esse momento, porque nunca vai se repetir’. Eu até estive perto de repetir no Grêmio, mas voltei antes ao Flamengo.”
Zico e companheiros exibem a Taça do Mundial